quarta-feira, dezembro 28, 2011

Surpresas inesperadas


É bom ver que ainda há alguém que nos surpreende pela positiva, principalmente quando é alguém que não esperamos.
Sempre fui da opinião os laços familiares valem o que valem, ou seja, nunca dei importância àqueles familiares afastados que só vejo no Natal ou nas férias de Verão e com quem não tenho contacto durante o resto do ano. Ao contrário do meu pai, por exemplo, que vê os laços familiares, por mais ténues que sejam, como uma coisa super-importante, eu sempre valorizei mais os amigos próximos, sejam ou não da família.
O que quero dizer é que sempre pensei que essas pessoas teriam o mesmo papel na nossa vida, se não como familiares, como amigos.
Ainda assim, hoje ia com a minha mãe na rua quando me cruzei com um desses tais familiares afastados que vejo uma ou duas vezes por ano e esse encontro fez-me mudar um bocadinho de opinião. Um abraço sincero e inesperado, em resposta a um mau momento pelo qual passámos e de que ainda estamos a sofrer as consequências, fez-me perceber que às vezes os laços familiares são, por si só, mesmo que instintivamente, um motivo para gostarmos e nos preocuparmos com essa pessoa.
Não estou a generalizar, e continuo a preocupar-me mais com um amigo próximo do que com um familiar afastado, mas é bom ver que, às vezes, os laços de sangue conseguem fazer-nos sentir em paz, mesmo que seja só uma vez por ano.

2 comentários:

  1. Penso um pouco como tu em relação aos laços familiares, acho que dou mais importancia a um amigo com quem estou todos os dias do que a uma primo que vejo de ano a ano. Mas também sei que por vezes os amigos vem e vão, mas os laços familiares ficam para sempre!

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  2. Acho que as verdadeiras amizades são tão ou mais fortes que os laços de sangue... nunca vão embora!:)

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