domingo, janeiro 22, 2012

Admito!

Não consigo fingir que não tenho coração.

Hoje fui matar saudades dos amigos, no sítio do costume, à hora do costume... É, somos um grupo com rotinas.
O H. estava lá, já não o via há um mês. Como sempre, cumprimentou-me com dois beijos mais intensos do que deveriam, um gesto que não consigo explicar por palavras. Sempre que ele faz isso penso se também o fará com as outras amigas. Provavelmente fará!
Sentou-se ao meu lado, mal trocámos duas palavras a noite toda! O J. estava lá também, e sendo o meu confidente das horas vagas temos sempre assunto de conversa. Eu sei sempre de quem ele está a falar, ele sabe sempre a que momento é que me estou a referir. Por vezes penso que o H. pode pensar que no fundo o que eu quero é fazer-lhe ciúmes ao ser tão cúmplice com o J.!
Não é verdade! Quem me dera que ele não pensasse isso. Quem me dera que ele percebesse que no fundo, dava tudo p'ra estar a falar com ele, que um abraço me ia saber tão bem, que quando ele, sem querer, encosta as pernas dele às minhas, começo tremer por dentro. Mas depois, tudo o que consigo dizer são parvoíces e sinto-me a pessoa mais idiota por não saber aproveitar o momento e a conversa como deve ser. Nisto vim-me embora e estou para aqui a morrer de ressentimento.

Um professor meu explicou uma vez o porquê de parecermos uns totós quando estamos ao pé 'daquela' pessoa. Tem tudo uma explicação neurológica. O cérebro, ao detectar uma situação de ansiedade/medo, ordena ao coração que bombeie o sangue para os membros inferiores e superiores, para nos preparar para fazer aquilo que se faz numa situação de ameaça - lutar ou fugir. Com isso, o cérebro não recebe tanto sangue, não oxigena como deveria, não 'pensa' tão bem, só nos sai m**** à boca para fora! E foi isso que se passou comigo hoje! Pergunto-me se no fundo se passará o mesmo com ele...




11 comentários:

  1. Numa escala de 0 a 10, o quão tímida és?

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  2. ahhhh bom ... ainda bem que a minha tonice tem uma explicação lógica :D :D

    sorte**

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  3. Vai começando com aproximações ligeiras e vê como ele reage, nada como experimentar =P

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  4. duality, isto não tem nada a ver com timidez, tem a ver com já termos estado juntos mas decidimos não continuar a fazê-lo por ser uma relação à distância. Como disse já não o via há um mês!:|

    Mari, sim, é verdade! É bom saber que não acontece só connosco e que há mais 'totós' por aí!;p

    Mary Jane, isso não ia funcionar... precisamente por não estar muitas vezes com ele. Anyway, acho mesmo que tenho de seguir em frente e por isto p'ra trás das costas!:p

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  5. Não é justo que tenhámos que desistir "daquele" alguém por uma questão de Km -.- Mas percebo a vossa decisão. Desde que deixei a minha vida académica e embora more relativamente perto do meu namorado, é inevitável passarmos mais tempo afastados do que desejaríamos e é uma chunguisse do crlo, permite-me a expressão...

    Enfim Jude, Força ;)
    **

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  6. ahh afinal tem uma explicação :) ehehe

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  7. Então é por isso que eu só digo merda quando tou ansiosa!

    Bem, aposto que ele tremeu tanto quanto tu quando as pernas se tocaram :)

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  8. Tal como tu, também não consigo fingir que não tenho coração. Se bem que muitas vezes gostava de consegui-lo.

    Acho que, no fundo, isso de acabar sempre a dizer idiotices acontece a todos, por isso não te preocupes e força :)

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  9. Olá! Deixei-te um desafio (daqueles corrente)no blog :)

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  10. uma vez um professor meu disse-nos o mesmo :)

    se o facto de não estarem juntos se deve a uma decisão vossa por ir ser uma relação à distância, se calhar ele também ainda sente algo por ti e só não o demonstra porque foi uma decisão vossa não estarem juntos.
    se calhar devias repensar essa decisão, já que estás obviamente a sofrer com isso

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  11. Não sei se é isso que se passa M., mas de qualquer maneira não vou voltar atrás porque tenho a perfeita noção de que não ia resultar. Além disso, fui eu que disse que se era para acabar era para acabar de vez, sem voltar atrás!:/

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