quarta-feira, abril 18, 2012

Ainda sobre o Ensino Superior, desta feita, sobre a qualidade.

Hoje há apresentação de trabalho... E chateia-me que vá ser avaliado por alguém cuja competência deixa muito a desejar. Não compreendo como é que, no Ensino Superior, e numa Faculdade que se gaba de ser das melhores da área na Europa, dão emprego a professores assim. Há pelo menos três casos (que conheça) que, além de serem totalmente desorganizados, dão a ideia de que não sabem bem do que estão a falar. Chegam ao cúmulo de nos mandar estudar uma prova que 'só está aferida em Espanhol', e temos que ser nós a informar sua excelência de que está enganada - a prova está traduzida e adaptada para português! - "Ah, pois está... Sabem, Às vezes é difícil mantermo-nos actualizados". Acredito que sim, mas então não falem do que não sabem! E não façam perguntas nas aulas para depois, quando alguém responde, a vossa reacção ser "Pois...sim...penso que deve ser isso...".
Juro que não percebo como permitem que estas pessoas se mantenham como docentes. No Ensino Superior é suposto haver formação de alto nível. Ter professores inspiradores (e tenho e tive alguns, felizmente!). E é por isso que não podia estar mais de acordo (naquilo a que me diz respeito) com a opinião de Miguel Soares:

Portugal conseguiu a massificação da educação, mas o nível de qualidade que existe nas escolas é baixo. As pessoas saídas das universidades não têm competitividade. Não há excelência. Não admira a elevada taxa de desemprego junto da população jovem. Para existir formação de alto nível há que mudar as universidades. E isso faz-se desde logo trazendo os melhores professores do mundo para formar as melhores pessoas do mundo.

5 comentários:

  1. Estamos a facilitar demasiado e as crianças e os jovens estão cada vez mais incultos.

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  2. Não concordo na totalidade.
    Acredito até que o nosso ensino é realmente bom (havendo do bom e mau, mas na globalidade!) a nível universitário. Creio é que nós, alunos, chegamos à universidade com muitos maus vícios e até mesmo iludidos por notas que não correspondem ao que verdadeiramente sabemos. Apesar disso, e por experiência, acho que na área da engenharia e enfermagem, se formam excelentes profissionais. Quanto à competitividade, acho que vem de nós.

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  3. Sim, joana, por isso mesmo referi estar a falar acerca do que me diz respeito... Obviamente não posso falar acerca de cursos que não conheço. Em relação ao meu penso que há um pouco de tudo. Há professores excepcionais e outros medíocres. E há alunos que trabalham e outros que se encostam aos outros o máximo que podem. O que me chateia é que esses alunos existem em todos os cursos e no final vão estar a competir ao mesmo nível, independentemente do trabalho que fizeram ao longo do estudo... Mas também acho, pelo menos pelo que tenho conhecimento aqui em Coimbra, que há um bom ensino mas sobretudo teórico. Mesmo em áreas de engenharia. Os alunos acabam por sair p'ro mercado de trabalho com uma grande falta de preparação prática.

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  4. Olha eu concordo com tudo! O ensino está péssimo, os alunos estão mal habituados, porque sabem que muito dificilmente chumbam, entram nas universidades porque já não precisam de fazer os exames todos, o último ano que isso aconteceu foi no meu ano, eu tive de fazer uma data de exames, fossem para especificas ou não! Imensa gente ficou retida esse ano, eu fui das poucas que segui para a universidade!

    É uma vergonha, quem não sabe não devia passar de ano e ponto final, a exigência sempre fez bem, cria responsabilidade!

    Havia muita gente que desistia do ensino, paciência, ao menos os que passavam e não desistiam eram bons!

    Agora não me venham falar de secundários feitos por módulos impossíveis de chumbar, mas que mesmo assim quando chumbados são repetidos até à exaustão(até estarem passados) ou dos cursos do Sócrates que num ano passas do 9º para o 12º, porque esse tipo de ensino nem devia ser chamado de ensino.

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  5. Nem mais!
    Da minha experiencia, o que noto é que os professores são todos dinossauros que já criaram raízes nas Universidades e ali ficam até à morte. Não à renovação, não deixam entrar sangue novo, manteem os metodos de aprendizagem dos anos 80 e assim seguem, pensando ser mestres.

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