domingo, maio 27, 2012

Há coisas que não se controlam.

Há uns tempos, chamei a M. e o J. p'ra um cafezinho num novo bar que tinha aberto ali na Manutenção. Ontem ela contou-me que depois de irmos embora, estiveram os dois cerca de uma hora a falar dentro do carro, à porta da Residência onde ele mora. Ele falou-lhe dos seus problemas, da morte da mãe, de como se preocupa com o pai e com o irmão... 
E eu não pude deixar de sentir um bocadinho de 'ciúmes'. Não por eles estarem os dois a falar, mas porque estou habituada a que ele fale só comigo e com outro amigo. Fez-me pensar sobre o que levou a sentir a necessidade de falar com outra pessoa. E eu sei que isto é ridículo e até bastante egoísta, mas não pude controlar. Acho que tive receio de perder o 'cargo de confidente'. Mas à medida que escrevo isto, sei que a M. é merecedora dessa  confiança! Afinal, eu própria lhe conto muito do que se passa comigo.

6 comentários:

  1. Não quer dizer que ele tenha necessidade de desabafar com outras pessoas, que tu não lhe chegues. A M. pode é ter-lhe transmitido uma confiança tal ao ponto de ele ter começado a falar, falar e assim surgiu.

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  2. É normal esse medo... ainda bem que tudo acabou bem.

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  3. É normal o que sentes. Mas de certeza que ainda continuas com esse papel ;)

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  4. Compreendo perfeitamente esse sentimento. Já me aconteceu e percebo que isso aconteça. Não é que haja um sentido de posse por outra pessoa ou nem um direito de exclusividade mas, estando nós habituadas a que aquele amigo conte connosco para qualquer situação e desabafe a sua "intimidade" connosco, vermos que depois partilha isso com alguém "novo" parece que retira um bocadinho a nossa importância... Não sei explicar.

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  5. É compreensível o que sentes. Na tua situação sentiria o mesmo, apesar de não ser nada de mal.

    Big Kisses

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