quarta-feira, novembro 28, 2012

27/11

O dia 27 de Novembro, naquele que foi um domingo há um ano atrás, foi, com quase toda a certeza, o pior dia da minha vida. Digo quase porque a gravidade da situação não me permitiu, até hoje, tomar verdadeira consciência do que se estava a passar. Apenas sei que, pelas características da situação, não posso tomar nenhuma outra como pior. Os dias seguintes, as semanas e os meses seguintes foram, em grande parte, vividos num estado de anestesia contra a dor e contra a raiva. Não me foi permitido sentir, pensar ou reflectir. Só me foi permitido agir perante os estímulos, de forma quase automatizada, colocando tudo no lugar de onde nunca deveria ter saído. Hoje, um ano depois, as coisas melhoraram. Talvez haja dias em que estão melhores do que antes desse dia 27, em que ela tomou os 19 comprimidos. Mas custa saber que os motivos continuam lá. E custa, sobretudo, não ter consciência dos efeitos que esse dia teve em mim.

9 comentários:

  1. São desafios que nos surgem no caminho. Desafios complicados. Muita força, Jude.

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  2. Só te posso dizer: coragem! Um beijinho grande

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  3. Força! Tenta seguir em frente e tentar não pensar mais nesse dia! bjinhos***

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  4. as coisas passam com o tempo, todos temos maus dias e conseguimos sempre ultrapassar tudo. nós aguentamos muito mais do que aquilo que imaginamos, acredita mesmo nisso. beijinho grande *

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  5. Muita força, coragem e paciência também...é só o que te posso dizer!
    beijinho grande

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