sábado, junho 15, 2013

Rebeldia depois da meia noite

Cheguei agora a casa. Passei pelos Santos Populares à moda de Coimbra e ainda me deliciei com um waffle no Montanha. Hoje foi um dia estranho em Coimbra. Pelo menos para mim. Vi pessoas estranhas a fazerem coisas normais e pessoas normais (se é que isso existe) a fazerem coisas estranhas... como por exemplo a encher-me de perdigotos de vómito no autocarro. Cheguei a casa e armei-me em rebelde. Estou sozinha. A A. foi viver a sua última noite em Coimbra (amanhã fico oficialmente órfã de housemates) e, que nem uma adolescente às escondidas dos pais, roubei-lhe um cigarro esquecido. Não fumo, é verdade, mas de vez em quando sabe-me bem sentir o fumo. Abri a porta do terraço, sentei-me nas escadas das traseiras, que em breve também vou deixar de ter, e aqui estou. Computador ao colo, cigarro na mão, apenas com a luz da cidade e o barulho dos carros como companhia. Continuo a dizer que estes dias têm sido estranhos. Às vezes apetecia-me largar tudo, ser suficientemente rica para poder deixar tudo pendente e fazer-me ao mundo, sem compromissos com nada nem com ninguém.


Talvez isto esteja tudo relacionado...



4 comentários:

  1. “Mind you, sometimes the angels smoke, hiding it with their sleeves, and when the archangel comes, they throw the cigarettes away: that’s when you get shooting stars.”

    (Assim que li o teu texto lembrei-me deste excerto! Seems like you're an angel ;).. (Ahah.. brincadeira) Querida Jude, que a vida te revele a tua estrela quando assim tiver que ser.. Beijinho*)

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  2. Já eu sou pessoa que gosta de ter tudo bem definido.

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  3. Também tenho momentos destes. E também me sinto assim estranha...
    Gostei deste blogue, vou seguir, Jude.

    ***

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