sexta-feira, janeiro 17, 2014

As pessoas e a sua tendência natural para abalar o equilíbrio.

O meu orientador, pessoa que muito estimo, passou-se! Não sei o que lhe deu quando ontem resolveu "deitar cá para fora" uma série de disparates sobre a minha pessoa. Começou por dizer que, na quarta-feira, enquanto ia para casa ao fim do dia, pôs-se a pensar e que as coisas tinham que mudar. Que temos que arranjar um outro método de trabalho porque, afinal, ele é meu orientador. Disse que ia passar a ler todos os meus sumários, a querer actas das nossas reuniões e a avaliar-me a sério. Tudo bem até aqui, de certa forma, porque ele é mesmo meu orientador e eu sou estagiária. A mim pareceu-me estranho tendo em conta a dinâmica que criámos um com o outro, muito divertida e à vontade, baseada, sobretudo, nas qualidades (e defeitos) que temos em comum. Só que o "melhor" ainda estava para vir quando me diz para eu não pensar que a minha nota já estava garantida e que (mais valia logo chamar-me de falsa) eu só estou a mostrar o que ele quer ver. Eu fiquei sem reacção porque nunca o tinha visto naquela postura tão séria e rígida. No dia antes tinha ele tomado a iniciativa, sem eu lhe pedir fosse o que fosse, de me mostrar fotos de viagens que já fez e de me pesquisar o preço de vôos para o México (já que a A. me convidou a ir lá com ela no verão quando for visitar a família). E isto é apenas um dos exemplos das histórias que ele vai partilhando comigo. Como é óbvio passei o resto do dia sem lhe passar a mesma confiança e, à noite, fiz questão de nem me dirigir a ele directamente quando me despedi das pessoas. Hoje, talvez por se ter apercebido do meu sorriso menos espontâneo, pediu para falar comigo. Numa de madalena arrependida disse-me que tem sido egoísta comigo na forma como me tem lidado com a tarefa de orientação e que só quer que eu me sinta à vontade. Não sei qual é a dele nem onde quer chegar com isto, mas eu já me sentia à vontade. Sentia-me super à vontade até ontem, quando ele se passou. Agora sinto-me muita coisa, mas à vontade não é de certeza. E passa-se isto entre psicólogos. Que moral...

9 comentários:

  1. Bem, que situação :s Nem há descrição possível para isso tudo ... passou-se, só pode!

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  2. é como costumo dizer: as pessoas ainda nos surpreendem. Detesto pessoas inconstantes, que de um dia para o outro mudam completamente de atitude. Eu acho que me passava também. Que lata. Desde o ínicio desse estágio que tens falado dele sempre nesses modos descontraídos, como se fossem até amigos, e agora quer, assim de repente, mostrar que manda? Lol. pessoas inconstantes. Claro que tem todos os motivos para o fazer, visto que ele é realmente a pessoa que avalia e orienta, mas para isso devia ter assumido essa postura desde o inicio.

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  3. Nem sei que te dizer...mas, sinceramente, acho que ele só pode ter feito isso para te desestabilizar...
    Força e boa sorte!

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  4. As pessoas às vezes são muito estranhas. A psicologa aqui não sou eu, mas acho que há por aí muita gente em cargos de chefia que não sabe lidar com a responsabilidade de avaliar os outros e acaba por balançar entre uma atitude demasiado descontraída ou uma atitude demasiado rígida. É normalíssimo não te sentires à vontade, eu também não sentiria, depois de uma situação dessas.

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  5. O teu orientador precisa de ajuda xD

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  6. ele está inseguro e gosta de ti. e isto provoca-lhe um mix of feelings.

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  7. Posso até estar a fazer filmes mas... ele não gostará de ti? Pode estar a sentir algo inesperado e ter ficado meio confuso e revoltado.

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  8. Eu concordo com os comentários de cima, ele tem sentimentos por ti e tentou afastar-se, para preservar a vossa relação profissional. Só que não conseguiu equilibrar as coisas e daí essa atitude incompreensível.

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  9. Eu sou mais uma que apoia a opinião de que ele está apaixonada por ti e não sabe como lidar com a situação.

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