segunda-feira, fevereiro 10, 2014

sorting out feelings.

Às vezes dou por mim a andar em círculo. Não literalmente, mas é exactamente isso que se passa com os meus pensamentos e os meus sentimentos. Quando dou por mim sinto exactamente aquilo que sentia há uns tempos. Como é hábito, depois vem a fase em que sinto exactamente o oposto e penso que agora é que é de vez, agora é que chega. Mas não chega. Tudo volta, os sentimentos renascem, o sorriso reaparece fácil de mais. E talvez seja esse o problema. Sou uma tola que se ri facilmente. Ontem dei por nós a sobre-reagir a algo que não nos deveria ter incomodado. Eu poderia ter feito outra pergunta e tu, em situações normais, nunca terias de te justificar daquela maneira. Mandaste-me uma mensagem que era p'ra ela por engano e pediste-me mil desculpas, realçando o facto de que o que estava escrito estava descontextualizado e que poderia dar a entender outras coisas. Aquele discurso típico do "querida, isto não é o que parece!". Mas, tal como em todos esses casos, é sempre exactamente aquilo que parece. O J. definiu-me bem. Sou o teu plano B. E ele tinha-me avisado, tal como a M. me tinha avisado e tal como a C. me tem avisado constantemente nas nossas conversas por email. Podes perguntar-me o porquê de eu fechar os olhos, mas eu não sei responder. Talvez eu acabe sempre por esperar o melhor de ti. E se tu me ligas todos os dias só porque sim quando sei que em vez disso podias estar com ela, acabo por acreditar que desta vez é diferente. Mas não é. O J. disse-me também que na semana passada lhe disseste que as coisas não estavam bem. Talvez por isso te tenhas aproximado de mim. O meu ego gosta de pensar que as coisas se passaram ao contrário e que foi por te aproximares de mim que as coisas começaram a ficar mal. Sei lá, gosto de pensar, porque tu o me fazes sentir, que sou especial. Só que não sou. Sou o teu plano B. E começa a irritar-me as vezes em que já aqui dei ares de apaixonada e depois de desiludida, para me sentir novamente apaixonada e depois mais uma vez desiludida. Pareço ridiculamente bipolar. E no fundo só o pareço porque também tu o pareces com todas essas aproximações e afastamentos e aproximações e afastamentos. O pior, sabes, é que acredito fielmente em ti e vejo o que de bom tens. E eu sei que gostas de mim tal como gosto de ti. Não tenho a mais pequena dúvida e ontem, apesar de tudo, provaste-o. Mas é a outra velha história: gostar não chega (e, sim, se calhar temos o mundo ao contrário) e eu preciso que estejas perto de mim sempre e não só quando não resulta com ela. Não me vejas como um plano B. Hoje, quando o telefone tocar eu não vou atender. É a ela que deves ligar já que é ela a tua escolha.

11 comentários:

  1. Jude......... :'S Nunca vou conseguir pôr em palavras o quanto este texto me diz tanto. Oh.meu.deus!

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  2. Ainda que sofras com isto, acho que não mereces este jogo de gato e rato. Tens que fazer sentir que tens sentimentos e valor. Acho bem que o desprezo nesta altura seja o melhor, ainda que por vezes nos custe... Força ***

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  3. Esse tipo de situações é muito complicado porque pensamos sempre que connosco vai ser diferente, que não vamos ser parvas e fechar os olhos mas depois quando as coisas se passam connosco e a nossa parte racional é toldada pelos sentimentos e por aquela sensação de que somos especiais, a coisa complica-se. Mas tu já sabes que provavelmente ele não vai ser diferente e que é pouco provável que as coisas sejam diferentes connosco. As pessoas dificilmente mudam realmente, mesmo quando tentamos acreditar no melhor.

    Quanto a isso de andar em círculos...acontece-me tanto. Acho mesmo que a vida é cíclica e que de vez em quando vivemos as mesmas incertezas e as mesmas emoções. E que se passarem 10 anos e formos confrontados com uma situação que já tenhamos vivido antes somos capazes de ficar surpreendidos por reagirmos de forma semelhante e sentirmos coisas que já tínhamos sentido.

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  4. É assustadora a forma como me revejo no teu texto. Assustadora!
    A verdade é que já ganhei coragem para ter A conversa uma quantidade de vezes. Mas aquele sorriso desarma, aquelas palavras cativam, aquela ligação é inegável.
    Hoje estou novamente com a coragem toda para ter A conversa. Se acredito que é desta? Acredito. Mas acreditei sempre e nunca, até agora, consegui.
    Acredita, estamos a fazer mal a nós mesmas, a acreditar que as coisas podem correr bem. Esquecemo-nos, por conveniência, que o que eles fazem agora às "planos A" também é possível que nos façam a nós se algum dia formos nós esse plano A.
    Só te posso desejar a maior sorte do mundo, a maior coragem possível e o maior respeito por ti própria.
    E que tudo corra pelo melhor (:

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  5. O Amor é bipolar. Estou cada vez mais convencida disso. Faz-nos ficar cegos, duvidar de cada passo, pensamento e questionar o que sempre fomos. Tu és como eu, temos dificuldade em abrir mão das pessoas, acreditamos que todos erram e podem mudar. A questão é que existem pessoas caoticas que entram nas nossas vidas para nos ensinar, para nos testar. E se inicialmente só vemos o bem nelas, com o tempo, o desgaste e o stress, começamos a perceber que essas pessoas "adoraveis" despertam em nós caracteristicas pouco habituais, algumas até que não gostamos e costumamos repreender quando as vemos nos outros. E é nesse ponto de cansaso e, sobretudo, desilusão, que convidamos essas pessoas a sairem da nossa vida ou a manterem-se á margem. Porque toda a fé tem um limite e todo o coração desgasta.

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  6. é muito complicado.. mas sê mais forte e não deixes que ele te trate como um plano b..

    kisses***

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  7. Não sejas o plano B. Não queiras ser o plano B. Vales mais do que isso. E se essa pessoa não te trata como prioridade e sim como opção, então não merece aquilo que sentes. Desculpa a sinceridade, mas é o que acho...até porque já passei por uma situação parecida, já me anulei demais, já não me importei de ser o plano B...mas aprendi com esses erros e não vou voltar a cometê-los...
    Boa sorte!

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  8. não mereces ser o plano B de ninguem!

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  9. Essa é a minha história.

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  10. Pelo menos és plano para alguém. Já eu... :(

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  11. Parece que há muitos casos por aí, não é? A escolha é não nos deixarmos ficar na pele do cãozinho que espera ansiosamente pela atenção do dono. Nós é que somos as donas! :)

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