domingo, março 09, 2014

sorting out feelings.

O fim-de-semana permitiu repor alguma calma na minha vida, ainda que não tenha conseguido evitar de todo aqueles momentos de aperto no coração, de baque na barriga e de pensamentos, sempre iguais, acerca do erro que cometi e das consequências que me esperam. Ainda não sei quais são, mas juro que estou ansiosa por descobrir. Afinal, de uma forma ou de outra, as coisas têm de se resolver. O Dr. A., como orientador preocupado, andou de volta de mim, a tentar descobri o porquê dos meus suspiros angustiados. Não lhe disse... Limitei-me a indicar-lhe aquilo que me poderia resolver a vida. Ele riu-se e disse-me para descansar. Mas nem o facto de me "depositar" 500 pontos na minha conta pessoal, o que me roubou um sorriso por breves instantes, me fez sentir melhor. Amanhã espera-me mais uma semana que se prevê de angústia. Tenho-me refugiado num monte de frases feitas e, entre as que me dizem que a vida se resolve sozinha, as que me dizem para enfrentar o medo, e as que me dizem que um erro não me define, continuo sem encontrar uma solução que seja benéfica para todas as partes. O problema é que eu sou parte do problema e, nessa posição, a outra parte nunca poderá ficar a ganhar. E eu... bem, eu ficarei a ganhar se a outra parte se fartar, se irritar comigo e ficar a pensar mal de mim e da minha atitude para o resto da vida. Mas isso não é ganhar, pois não? Portanto, resta-me esperar... e ver o que me está reservado.

4 comentários:

  1. Que seja o bom aquilo que te está reservado. Coragem!

    ResponderEliminar
  2. Seja o que for que te está a deixar assim tão angustiada, acredito que vais resolvê-lo da melhor forma. Não vou estar com frases feitas de que tudo na vida é passageiro porque isso irrita-me solenemente (mesmo que seja verdade) quando sou eu a estar nas situações mais complicadas, vou só dizer-te que acredito na tua força e que espero, do fundo do coração, que tudo melhore rapidamente. um xi muito apertado.

    ResponderEliminar
  3. esperar nem sempre é solução, agir por vezes ajuda...
    e lembra-te do caminho que percorreste até aqui, da tua posição, da tua história

    ResponderEliminar
  4. Por vrzes, temos de arriscar, temos de abrir a cortina para saber o que está do outro lado, mesmo que não seja aquilo que estamos à espera. E mesmo que não dê certo, ao menos sentimos que fizemos alguma coisa. Mesmo que seja um erro. Pior do que cometer erros, é não fazer nada, é não tentar. Sei que é um cliché, mas não deixa de ser verdade.

    ResponderEliminar