sexta-feira, abril 15, 2016

catarse.

Escrever faz tão bem à alma. Nestes últimos dias tenho-me sentido triste e magoada. Zangada mesmo... por saber que não merecia nada do que ele tem feito, sentir-me desrespeitada por cada acto de estupidez que ele insiste em partilhar. Na semana passada tinha iniciado a escrita de uma carta que lhe vou enviar juntamente com outras coisas que tinha comprado para lhe oferecer e, a cada dia, vou alterando o que la está escrito. É uma carta pacífica, sem rancor, sobretudo com perdão. Decidi enviar-lhe os presentes à mesma e, apesar de serem para ele, não deixa de ser um acto egoísta. Eu preciso de lhos enviar para me sentir bem comigo mesma. Não só porque já lhe tinha dito que o faria quando estava tudo bem, mas também porque um deles me permitirá ficar em paz com ele e comigo, mesmo que nunca mais falemos depois disso. E uma forma de organizar o que sinto, clarificar as coisas, colocar os pontos finais onde ainda há reticências. Também a carta serve para isso. Tudo o que sinto está lá escrito. Tudo o que lhe quis dizer antes de ele me virar as costas e fingir que não estava a perceber... antes de ele ignorar pensando que eu me esqueceria. Mas há coisas que não se esquecem. O que as pessoas nos fazem sentir é uma delas. E é por isso que, apesar de neste momento ele não me fazer sentir nada de bom, não posso esquecer a alegria e felicidade que já fez sentir. 


2 comentários:

  1. Escrever faz sempre bem. Como bem dizes, é uma forma de catarse.

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  2. Se sentes que isso te fará bem... então, força!

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